Ver ou Não Ver (Dr. Roberto Romano)

Vemos porque temos olhos que funcionam na presença de luminosidade. Mas o que veio primeiro, o olho ou a luz? Parece que foi a luz da estrela denominada Sol para todos nós terráqueos. O estímulo luminoso produz o desenvolvimento do órgão em geral, e, portanto órgãos visuais são conseqüência da claridade.

Animais criados na escuridão quase não enxergam ou tem olhos atrofiados. Eles precisam de outros sentidos para suas percepções. Morcegos usam mais a audição no escuro ambiente de caça; recém-nascidos vêem pouco devido a escuridão do útero materno onde estavam; uma criança levada para ser criada numa caverna ficaria cega por falta de estímulo visual.

O caminho da luz do olho ao cérebro: córnea, humor aquoso, pupila da íris (cor), cristalino (lente), humor vítreo, retina, nervo óptico, vias ópticas cerebrais e finalmente córtex cerebral occipital (acima da nuca).

A visão é o sentido menos estimulado na vida intra-uterina como já vimos. Quando nascemos somos capazes de focalizar apenas 20 a 30 centímetros, distância que vai da mama ao rosto da mãe, podendo ele interagir com ela. No terceiro mês de vida começamos a ganhar capacidade de visão em profundidade e a focalizar melhor num processo que se completa aos sete anos. Aos quarenta anos inicia-se a perda de acomodação do cristalino (vista cansada).

Aos sessenta anos aumenta o risco de opacidade desta lente (catarata). Aos oitenta anos cerca de 10% das pessoas já apresentam degeneração da mácula, na retina, com perda visual causada pela radiação ultravioleta e prevenida com óculos protetores.

Humanos enxergam uma pequena faixa do espectro de luz que vai do vermelho ao violeta. Somos cegos para outras faixas e só através de aparelhos podemos percebê-las.
Necessitamos de dois olhos para ver em profundidade ou três dimensões. È com a ajuda dos músculos dos próprios olhos e do pescoço que ampliamos nosso campo visual.

Piscamos para lubrificarmos e protegermos os olhos e às vezes, para nos comunicarmos. Fechamo-los para não vermos, para nos desligarmos, concentrarmo-nos, dormirmos, meditarmos e para facilitar outros sentidos. O sexto sentido, inclusive.

Através dos olhos vemos e somos vistos. Os médicos avaliam doenças como diabetes, hipertensão, integridade do cérebro, coma e até a morte pelas alterações oculares.
Janelas da casa mental expressam muito bem todas as nossas emoções e estado de espírito.

Como chorar ou rir sem eles?

Vemos o que queremos ver. Nosso cérebro pode interpretar realidades de maneiras muito alteradas. Diante do medo uma simples sombra pode parecer um fantasma ou objeto ameaçador. Formamos muitas imagens irreais pelo estado emocional do momento. Há ilusões por toda parte. As pinturas, além da subjetividade do autor, expressam segundo nossa cultura, o estado mental e emocional do autor e ao serem vistas e admiradas podem ser avaliadas por aspectos diversos.

Este mundo de fenômenos não é o que parece ser à primeira vista…

Mas, somos seres visuais. Perdemos grande percentagem do olfato no ciclo evolutivo das espécies e ganhamos visão. Aprendemos e fixamos muito mais com as imagens do que com sons e leituras. Ainda assim, não podemos esquecer: “o essencial é invisível aos olhos.” Nossas percepções extras, como intuição e inspiração, estão em desenvolvimento e poderão permitir sentirmos o próximo cada vez melhor, em suas emoções, seus sentimentos e seus pensamentos (telepatia) no futuro.

A visão do Natal pode estar distorcida no tempo: Jesus não nasceu em 25 de dezembro do ano zero, mas entre 3 a 6 anos a.C.. Também há controvérsias quanto ao lugar de nascimento: Belém, Nazaré ou outra pequena aldeia próxima ao mar da Galiléia. Mas, Sua importância, não podemos subestimar.

Como estaria este mundo sem Sua Vinda na carne, entre nós?

Ser especial, Sol de nossas vidas, com visão do nosso passado, conhecendo nossa origem, nossas ignorâncias e fraquezas, assim como a perspectiva do nosso futuro.

Intermedeia o Pai em todos os passos do nosso progresso e a ampliação das nossas consciências.

Ele trabalha com uma equipe imensa de auxiliares, da qual fazemos parte, ajudando outros irmãos a aumentarem seus campos de visão.

Natal não é mais um novo dia no calendário. É festa contínua, esperança e motivo de alegria para todos os homens deste planeta, mesmo os que não O conhecendo através da história, já o vivenciam todos os dias em suas vidas.

É preciso ver para crer?
Não, é preciso simplesmente com Ele fazer!