Palestra: Doutrina Espírita: Ontem, Hoje e Amanhã - Carlos Signei
Tema: Doutrína Espírita: Ontem, Hoje e Amanhã
Tema: Doutrína Espírita: Ontem, Hoje e Amanhã
A “Reunião Evangelho no Lar” possibilita atender às orientações de Jesus, porquanto destina-se ao estudo dos Evangelhos, a fim de melhor compreender os seus ensinos e praticá-los. Permite um momento de comunhão de idéias e sentimentos entre os familiares e Jesus, objetivando a conquista da harmonia da família.
A “Reunião Evangelho no Lar” possibilita atender às orientações de Jesus, porquanto destina-se ao estudo dos Evangelhos, a fim de melhor compreender os seus ensinos e praticá-los.
Permite um momento de comunhão de idéias e sentimentos entre os familiares e Jesus, objetivando a conquista da harmonia da família.
Permite ainda a formação de um ambiente de paz, propício à elevação espiritual.
Na Reunião Evangelho no Lar, deve-se estudar metodicamente o EVANGELHO. Para tal aconselha-se que esse estudo seje feito através de “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, porque explica claramente inúmeras passagens evangélicas, as quais seriam inintelegíveis sem explicações.
Por este motivo, nessas reuniões, o EVANGELHO deve ser lido e estudado de forma metódica e sequente.
Desaconselha-se a sua leitura abrindo o EVANGELHO ao acaso, evitando-se assim, criar crendices supersticiosas, de que assim procedendo, os espíritos abrem na página apropriada para quem o abre, ou para os presentes, pois sabemos que em todas as demais páginas, nos advertem e nos orientam com toda objetividade.
Lembremo-nos de que a Reunião Evangelho no Lar visa possibilitar-nos maiores conquistas morais e espirituais, conseguimos mais facilmente a nossa reforma íntima, através do estudo do EVANGELHO, o que facilita expurgar de nós as crendices e as superstições que ainda nos acompanham e que tanto nos tem prejudicado.
A Reunião Evangelho no Lar deve revestir-se da maior simplicidade, sem uso de qualquer forma exterior, o que daria um cunho de liturgia e de ritual, incompatíveis com o ensino de Jesus e da Doutrina Espírita.
Para a reunião deve-se obter o consenso dos familiares, convidando-os a estabelecer para tal um ida da semana, qualquer dia, mas sempre o mesmo dia, também se escolherá uma hora, para que no mesmo dia e na mesma hora todos do lar, estejam presentes, evitando-se assim, outro compromisso para aquele dia e hora.
A reunião se processará da seguinte forma:
Prece inicial: simples, breve objetiva, de maneira que o coração fale mais alto do que as palavras.
Leitura de pequeno trecho do Evangelho: Lido sempre de forma seqüente e metódica Comentar o trecho lido: comentar não é discutir, e sim expor o pensamento de cada um, da maneira que entendeu. Todos devem participar.
Vibrações: Efetuar o recolhimento interior e emitir pensamentos e sentimentos elevados em faor dos que sofrem e para harmonização dos lares desajustados. Vibrar para o próprio lar.
Prece e encerramento: as mesmas recomendações feitas para a prece inicial.
As preces, a leitura e as vibrações devem ser feitas em rodízio.
“A força do Espiritismo não está em suas manifestações materiais, mas em sua filosofia. Nele, não há segredos para ninguém; fala uma linguagem clara, sem ambigüidades; nada há nele de místico, nada de alegorias suscetíveis de falsas interpretações. Ele quer ser conhecido por todos porque chegaram os tempos de se fazer que os homens conheçam a verdade.” — Allan Kardec
Para começar a falar desse assunto, vamos esclarecer que o termo Espiritismo foi usado pela primeira vez por Allan Kardec na obra O Livro dos Espíritos.
Antes disso, usavam-se termos como Espiritualismo e Neo-Espiritualismo e, embora os fatos espíritas sempre tenham existido, eram interpretados das mais diversas maneiras, muitas delas sob o prisma do misticismo, da superstição e do sobrenatural.
Para obter a resposta mais completa à pergunta acima formulada, é necessário que se recorra ao O Livro dos Espíritos, que é o próprio delineamento, núcleo central e, ao mesmo tempo, arcabouço geral da Doutrina Espírita.
Examinando este livro, em relação às demais obras de Kardec que completam a Codificação, veremos que todas elas partem das bases de O Livro dos Espíritos. As ligações de conteúdo entre esses livros, quais sejam, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, A Gênese, O Céu e o Inferno, deixam perceber que a Codificação se apresenta como um todo homogêneo e conseqüente.
Após 142 anos de sua publicação, O Livro dos Espíritos continua sendo tão sólido e atual como nos primeiros dias, sem ter sido abalado pelo progresso tecnológico das ciências materiais do mundo porque, como diz Kardec, o Espiritismo é uma doutrina progressista e aberta.
Além disso, apresenta-se sobre um tripé que lhe dá solidez e credibilidade - Ciência, Filosofia e Religião - todos os ângulos da vida humana que se pode vislumbrar para a sua evolução.
É Ciência, porque trata-se de um conjunto organizado de conhecimentos relativos a certas categorias de fatos ou fenômenos analisados empíricamente, catalogados e relatados por seus pesquisadores, representado pelo O Livro dos Médiuns. Diz Kardec, “a fé sólida é aquela que pode encarar a razão, face a face.”
É Filosofia, quando, inserido no contexto filosófico tradicional, embora de cunho evolucionista e metafísico, pontua a necessidade do homem ir em busca de seu auto-burilamento, estimulando-o à averiguação de respostas às questões magnas da Humanidade: sua natureza, sua origem e destinação, seu papel perante a Vida e o Universo. Diz Kardec, “nascer, viver, morrer e renascer de novo, progredindo sempre, tal é a lei.”
É Religião, porque tem o dom de unir os povos em um ideal de fraternidade, preconizado por Jesus de Nazaré, permitido, dessa forma, que o homem se encontre com o próprio Criador. Diz Kardec, “fora da caridade não há salvação.”