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Sentido da Vida – Parte II (Dr. Roberto Romano)

Sensação, direção, significados vários.

Realmente sentimos de seis ou mais modos: tato, olfação, gustação, audição, visão, intuição…

Viver é sentir o que nos rodeia, é interagir com o nosso meio, objetos e pessoas; é trocar influencias, aprender e ensinar. Processo que nunca cessa. Aliás, há muito tempo conseguimos perceber intuídos e inspirados pela vida mais abrangente que está à nossa frente. Grandes descobertas e revelações são como que sopradas em nossos momentos de sonho ou em estado de concentração acordados.

A vida nos direciona para todos os lugares: para dentro de nós, para fora com todos e a todo tempo.

Considere o local mais inóspito deste planeta e aí a vida se faz presente. Olhe o ar, a terra ou o mar: sempre existe um lar.

Se a ciência ainda não notou vida no sistema de planetas ao redor do sol, tampouco conseguiu enxergar o que existe junto à estrela mais próxima de nós: alfa centauro, uma vizinha tão próxima comparada as outras de distâncias fantásticas. Sabemos muito pouco ainda do espaço físico que nos envolve.

Já dissemos que o berço da vida física foi em ambiente de água. Esta substância esteve presente no início e é imprescindível na constituição e manutenção da vida conhecida. Os cientistas tentam provar a existência da vida fora da Terra, tentando demonstrar primeiro a presença de água. Esta já foi encontrada em grande quantidade nos pólos de alguns planetas, nos cometas e vários satélites do sistema solar.

À medida que enxergamos e conhecemos outros sistemas semelhantes, mais clara ficará a presença da água e da vida no universo. Ela será detectada em todas as direções; é uma questão de tempo.

A vida se estende também contínua pelo passado. Este universo estudado pelos físicos tem cerca de 13 bilhões de anos.(que é apenas um instante do passado infinito). Se a vida demorou este tempo para florescer neste reduto chamado Terra, podemos imaginar quantas vezes “instantes” assim puderam já ter originado vidas que estariam infinitamente mais desenvolvidos que nós.

E o que diremos do extrafísico ou das dimensões energéticas do espírito, vetor de uma vida muito mais ampla que conhecemos?

Morte física é o fim ou representa a libertação da carne e renascimento da essência no outro lado?

Há vida além da vida física que nos fascina tanto. O Espiritismo está cheio de exemplos desta verdade tão condenada pelos materialistas. A verdadeira vida é a que sustenta esta de aparências.

A vida tem tantos significados que já começamos e ainda iremos conhecer. Ela é ação, transformação, sensação. É ciência, experiência e consciência. É movimento, relacionamento e sentimento. Uma flor, calor e acima de tudo o amor.

Começamos a explicar alguns aspectos físicos da vida. E os espirituais? Sua essência é sem dúvida transcendental: escapa ainda à nossa capacidade de entendimento que é limitada, incerta e parcial. Somos vida iniciante e temos irmãos vivendo próximo do Maravilhoso Poder, a origem de tudo que existe é o Amor ou o próprio Criador.

Entendemos, como alunos primários, que a vida é nossa dádiva capaz de produzir mais vida. Não cópias iguais, mas ajudando individualidades a progredir em conhecimento e sentimento, sem limites, ajudando sempre a Fonte a produzir mais frutos do bem em todas as direções e a todo tempo.

Viver é mais que existir. Do instinto à inteligência e à própria consciência já fizemos uma longa jornada. Hoje nos percebemos e nos questionamos, amanhã penetraremos em mistérios além da nossa imaginação. Vivemos cada vez mais, aprendendo e trocando idéias, conhecimentos e verdades. O que será a superconsciência que ainda alcançaremos?

Iluminados, tocaremos as estrelas, caminharemos com incontáveis companheiros semelhantes a espalhar o bem, o saber, a harmonia, o equilíbrio, a paz, o amor para nossos irmãos aprendizes.

Quanta vida nos espera!

Finalmente lembramos ensinamentos de Jesus a Simão, o Zelote (Ave Luz): …”Deus é a vida. Não existe morte, pois Deus em tudo habita. Em tudo vibra sua energia infinita. Nada está parado ou é inútil. A forma mais elementar de vida que considerarmos cumpre seu dever trabalha incessante para si e seus semelhantes que também fazem o mesmo.”

Eis o sentido da vida: ajuda e continuidade exibidas desde as primeiras formas de viver. Deus cria e mantém a vida. Seus segredos estão lentamente sendo revelados pelo esforço dos homens.

O Criador utiliza-se da criatura, sem cessar, para que despertado pelo amor, conheça os verdadeiros princípios da vida.

Viver é amar, pois o Senhor nos fez por Amor!

Sentido da Vida – Parte I (Dr. Roberto Romano)

O que entendemos por vida, como todo conhecimento relativo e incompleto, está sendo esclarecido aos poucos.

O que é vida? De onde vem? Quais seus limites e extensão? São questões fundamentais.

Sabemos pela ciência deste mundo muitas coisas, mas ainda há mais mistérios que certezas.

Numa resposta bem geral, vida é tudo o que não está morto.Como verdadeiramente nada na natureza está morto, tudo é vida!

Seres vivos geralmente são organizados, tem movimentos próprios (visíveis ou não), consomem e excretam substâncias e se reproduzem, ou seja, fazem cópias aproximadas de si mesmo.

Sua unidade básica é a célula.Esta apresenta um núcleo onde fica o material da herança (DNA), um citoplasma onde há estruturas bem definidas (organelas), com funções do tipo: digestão, respiração, produção de energia, proteínas, gorduras, anticorpos, etc.Uma membrana celular reveste a célula e faz as trocas com o ambiente.

A vida que mais conhecemos é tão variada em tamanho que abrange minúsculos seres invisíveis com uma só célula (unicelulares como vírus, bactérias e protozoários) até portes gigantes com muitas células (pluricelulares representados pela maior parte dos seres que percebemos até outros mais raros de centenas de metros como algumas algas e fungos enormes).

Quanto à complexidade: formas bem simples dos vírus até organizações fantásticas como o próprio corpo humano com seus trilhões de células e um cérebro com bilhões de neurônios, formando a máquina mais complexa e misteriosa com que a ciência se defronta.

Às formas de vida instintiva dos primeiros da escala evolutiva seguem-se as autoconscientes do topo do progresso que em conjunto formam a humanidade. É o limite? Parece que não. As entidades luminosas exibem sinais de superconsciência com domínio do tempo, do espaço e da própria capacidade de criar. Nós já estamos a iniciar esta condição. Término da evolução?
Saberemos um dia…

Para os cientistas os átomos de carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio formaram as moléculas orgânicas dos primeiros seres vivos auxiliados pela eletricidade dos raios em ambiente de água. Eventualmente foram trazidas por cometas ou meteoros de outro lugar do espaço.

Acaso? Acredito que os cientistas estão descobrindo uma pequena parte da história. Já sabemos que antes dos átomos há partículas (prótons, nêutrons e elétrons), antes destas, há subpartículas (quarks, léptons, muons…), há ondas e radiações e antes destas estruturas supõe-se haver cordas energéticas em diversas dimensões formando o princípio de toda matéria até chegar àquelas moléculas orgânicas. Tudo que é material tem um mínimo de organização, sustentado por elementos mais simples.

Há energia nos limites de toda matéria. Há vida criando e sustentando toda vida que conhecemos! Candidatos a esta vida primordial? Energias sutis manipuladas por consciências em estado evolutivo muito maior que nós indo ao infinito até DEUS que é a Inteligência Suprema, fonte de toda vida, Causa Primária de todas as coisas.